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Professora e alunos da Escola Angelina Francisco Mazutti são finalistas da Olímpiada de Língua Portuguesa

Os alunos elaboraram textos a partir das memórias de cidadãos pioneiros do município
Rebeca Cruz | Seduc-MT

Para celebrar os triunfos, a escola confeccionou camisetas, copos e medalhas personalizadas com o tema do concurso. - Foto por: Divulgação
Para celebrar os triunfos, a escola confeccionou camisetas, copos e medalhas personalizadas com o tema do concurso.
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Os alunos do 7° ano C, da Escola Estadual Angelina Francisco Mazutti, de Campos de Júlio, são finalistas da 7° edição da Olimpíada de Língua Portuguesa, concurso nacional que busca contribuir com o aprimoramento do ensino e aprendizagem da escrita e da leitura das escolas públicas brasileiras. Além deles, a professora de língua portuguesa Márcia Cristina Fassbinder Zonatto, também participa da competição.

Este ano, os alunos tiveram que produzir textos no gênero memórias literárias com o tema “O lugar onde vivo”. O gênero refere-se à produção de textos a partir de memórias pessoais.

“Entre risos e emoção o que resta são as marcas do tempo!”, foi título escolhido para o projeto. Com orientação da professora Márcia, os alunos realizaram entrevistas com os primeiros habitantes do município e transformaram os relatos em escrita. Todas as medidas de biossegurança contra a Covid-19 foram adotadas.

A professora leciona há 16 anos e destaca que participa da olimpíada desde 2012.  Foi semifinalista em duas edições, mas essa é a primeira vez que chega à final. Apesar das conquistas, ela reitera que o processo para chegar a esse resultado foi repleto de desafios. Parte dos alunos não tinha acesso à internet e, para auxilia-los, fazia ligações telefônicas para cada um, uma vez por semana.

“A pandemia nos impediu de muita coisa. Nosso contato aconteceu, na maioria das vezes, por meio do aplicativo de mensagens ou por ligação telefônica, porque nossa conexão de internet não é tão boa. O maior desafio foi com as oficinas de reescrita do texto, porque é muito diferente ter um aluno remoto do que presencial. Você falar para o aluno que ele precisa ajustar um parágrafo pelo celular, não é o mesmo que dizer em sala de aula”.

Embora tenham passado por obstáculos no percurso, Zonatto ressalta que participar do concurso é uma experiência de suma importância e repleta de conhecimento, uma vez que por meio dela são proporcionadas oficinas e materiais pedagógicos, que contribuem para a formação dos estudantes. 

“Quando você traz um projeto dessa magnitude para dentro da escola, que você precisa resgatar a história pelos olhos de um pioneiro é você dar voz para aquelas pessoas que estão esquecidas na nossa sociedade. É um dos melhores projetos de produção, leitura, escrita que existe”

Ao longo da olimpíada, a equipe formou um grupo em um aplicativo de mensagens para acompanhar as novidades publicadas no site. Para celebrar os triunfos, a escola confeccionou camisetas, copos e medalhas personalizadas com o tema do concurso. A professora enfatiza que a expectativa para a divulgação dos ganhadores é grande, entretanto, está feliz com resultado alcançado.

Independentemente do resultado da olimpíada, a educadora afirma está escrevendo um livro com os textos produzidos pela turma e busca patrocínio para imprimi-lo em uma gráfica. Com o livro em mãos, Márcia planeja realizar uma noite de autógrafos com os estudantes até o final do ano.

Os vencedores serão anunciados por meio de uma cerimônia on-line, no dia 10 de dezembro, no site do concurso e no canal da Olimpíada no Youtube.

O Concurso

A Olimpíada de Língua Portuguesa é uma iniciativa do Itaú Social, com coordenação técnica do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (CENPEC). A competição é realizada desde 2008, voltada para professores (as) de Língua Portuguesa e estudantes do 5° ano do Ensino Fundamental ao 3° ano do Ensino Médio.

(Supervisão de Natália Leão)





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